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Sócrates Brasileiro (1954-2011)

Luiz Zanin Oricchio

04 de dezembro de 2011 | 10h35

Não poderia haver notícia mais triste para o domingo de decisão do Campeonato Brasileiro do que a morte de Sócrates.

O Corinthians deve homenageá-lo. Mas Sócrates foi ídolo de todos. Ou alguém não se lembra da passagem dele por aquela brilhante seleção brasileira de 1982, uma das melhores de todos os tempos, mas que não ganhou a Copa?

Uma vez vi um jogo de Sócrates contra meu time. Sentado atrás do gol, pude observar como desmontava o esquema tático defensivo do adversário pelos toques inesperados, em especial os de calcanhar. Todo mundo sabia que ele usava o calcanhar como ninguém. Mesmo assim, desconcertava a defesa. Mostrava, à torcida, que a beleza, aliada à eficácia, é fundamental no futebol. Na vida também.

Sócrates também desconcertou ao liderar a Democracia Corinthiana e ao se engajar na luta pelas Diretas-Já. Numa profissão tida como alienada, era um exemplo de cidadão, libertário, participante e responsável por seu tempo.

Enfim, um jogador excepcional e um ser humano de primeira. Perdê-lo, aos 57 anos, é uma tremenda tristeza. Uma injustiça da natureza, que às vezes dá vida longa a tiranos e bandidos.

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