‘Selvagem’ vence o 14º Festival Latino-americano de São Paulo
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‘Selvagem’ vence o 14º Festival Latino-americano de São Paulo

Evento exibiu quase 150 filmes rodados no continente e promoveu uma retrospectiva do cinema chileno

Luiz Zanin Oricchio

01 de agosto de 2019 | 19h39

 

 

 

 

Diretor Diego da Costa recebe seu prêmio

Selvagem, de Diego da Costa, foi o premiado do público no 14º Festival Latino-americano de São Paulo.

A cerimônia foi realizada no Cinesesc, onde, além da entrega de prêmios, foram homenageadas quatro personalidades ligadas ao cinema – os cineastas Tata Amaral e Cristiano Burlan e a atriz Léa Garcia e o ator chileno Patricio Contreras. Lea Garcia mereceu uma grande ovação e foi aplaudida em pé pela plateia do Cinesesc. É uma grande dama do cinema.

Outro momento de emoção foi quando Contreras recebeu seu troféu (uma miniatura da mão sangrando, desenhada por Oscar Niemeyer no Memorial da América Latina) e lembrou de versos de Chico Buarque para comentar, de maneira sutil, a atuação situação política brasileira: “Apesar de você/Amanhã há de ser outro dia”. Palavras escritas durante a ditadura militar e que, infelizmente, voltam a ser atuais no Brasil de 2019.

Após a premiação foi exibido o longa-metragem Compasso de Espera, experiência solitária no cinema do grande dramaturgo e encenados Antunes Filho, falecido este ano. O filme, estrelado por Zózimo Bulbul, põe o dedo na questão do racismo, sempre muito enrustido no Brasil. A obra é de 1969, mas foi vetada pela censura do governo militar, só podendo ser exibida em 1973. Constitui um marco no debate da questão racial no país. Léa Garcia interpreta a irmã do protagonista, o publicitário e poeta Jorge, vivido por Bulbul.

Premiação completa

O 14º Festival Latino-Americano de São Paulo se encerrou nesta quarta-feira, 31 de julho, com uma cerimônia de premiação no CINESESC. O prêmio de melhor longa-metragem eleito pelo público foi para o brasileiro “Selvagem”, de Diego da Costa.

“Pornô para Iniciantes”, de Carlos Ameglio (Uruguai, Argentina e Brasil) ficou com o prêmio de melhor filme em coprodução internacional. Já o Prêmio de Comercialização Cinetren foi conquistado por “No Coração do Mundo” (Brasil), de Gabriel Martins e Maurílio Martins e o Prêmio Cine.ar foi para o “O Último Romântico” de Natalia García Agraz (México).

 

Além desses prêmios,  “A Herança do Vento”, de Alejandra Retana, César Camacho e César Hernández (Universidad de Guadalajara – México) foi o vencedor da Mostra Escolas de Cinema Ciba-Cilect e a menção honrosa do júri para esta competição ficou com  “Até que chegue o amanhecer” de Aarón Acuña(Universidad Veritas, Costa Rica) e “Dançar à Guerra” de Caroline Hada e Thales Pessoa (Universidad de Buenos Aires – Argentina).

 

Na cerimônia de encerramento o Festival também prestou homenagens para  à atriz Léa Garcia, aos cineastas Tata Amaral, Cláudia Priscilla e Cristiano Burlan e ao ator chileno Patrício Contreras

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