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A seleção é a cara do Dunga

Luiz Zanin Oricchio

02 de março de 2010 | 19h37

Não adianta chiar. Com uma ou outra mudança, a seleção que vai à Copa é essa mesma que derrotou a Irlanda por 2 a 0, dois gols de Robinho (o primeiro seria melhor descrito como gol contra). Eficiente, dura na marcação, boa no contra-ataque. Foi chato jogar contra essa Irlanda de cintura dura e, ainda por cima, treinada por Trapattoni. E a seleção teve dificudades. Ainda acho que falta mais criatividade no meio de campo. Kaká é bom de arranque, tem virtudes, mas não é um “pensador” de meio campo como foi um Gérson no passado mais remoto e Alex, no passado mais próximo. Falta um meia. Por instável que seja, talvez Ronaldinho desse um certo brilho, uma certa imprevisibilidade nesse setor vital. Mas não adianta ficar uivando para a Lua. Dunga montou um time à sua imagem e semelhança. Como naqueles versos de Caetano, “Narciso acha feio o que não é espelho” (Sampa). Tirando Robinho, um “fantasista”, como dizem os italianos, essa será a seleção brasileira mais européia de todos os tempos. Talvez ganhe a Copa, quem sabe?

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