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Se Eu Fosse Você 2

Luiz Zanin Oricchio

20 de janeiro de 2009 | 17h53

Goste-se ou não, é um fenômeno de bilheteria. Se Eu Fosse Você 2, de Daniel Filho, deve alcançar 3 milhões de espectadores já no meio desta semana. Deve ir além e pode se transformar no maior sucesso desde a chamada Retomada do Cinema Brasileiro, em meados dos anos 90. Qual o segredo? Sei lá. Agora, depois da obra feita, há teóricos para tudo. A TV deve ter sua participação, claro. Tony Ramos e Glória Pires são dois dos “globais” mais queridos da galera. Mas o fato é que a comédia tem lá a sua dinâmica e, sem ser grande coisa, diverte o espectador. Fui ver num cinema em Santos, no meio da tarde. Havia bom público e as pessoas riam. Acho que nenhuma delas se queixaria de ter desperdiçado seu dinheiro. Inútil dizer que esse tipo de filme não é a minha tacinha de chá, como diriam os ingleses. Jamais me ocorreria dizer que é um bom filme, etc. Mas me ocorre, sim, dizer que faz bem ao cinema brasileiro em seu conjunto. Mantém a saúde do ecossistema, por assim dizer. Desde que não devore os peixinhos mais fracos.

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