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Santos sua

Luiz Zanin Oricchio

05 de março de 2008 | 10h48

Estive ontem na Vila para ver Santos x Chivas. Incrível o pessimismo antes do jogo. Pensando bem, justificável, pelo que o Santos vem jogando. Mas o Chivas foi tratado como um verdadeiro bicho-papão, como se fosse o Boca Juniors. Com a bola rolando, o diabo não se mostrou tão feio. O Santos marcava bem a saída de bola, com disposição, e os mexicanos não jogaram. No abafa, o ataque do Santos teve várias oportunidades. O gol veio com Molina, um chute da intermediária que encobriu o goleiro. Golaço.

A temperatura na Vila Belmiro era de sauna. Isso pode ter se refletido na disposição do segundo tempo, quando tudo se inverteu. O Santos recuou (demais) e sofreu o sufoco dos mexicanos, preferindo sair nos contra-ataques. Poderia ter dado certo, mas as oportunidades foram desperdiçadas, em especial por Kléber Pereira, que anda muito preciosista.

Leão tirou Molina, exausto, reforçou a defesa e tratou de garantir o resultado. Que foi suado, nos dois sentidos do termo, o literal e o figurado.

A torcida organizada continua a fazer campanha sistemática contra Leão. Faça o que ele fizer, será criticado, mais ou menos como acontece com Lula. Já os torcedores “comuns” o apoiaram. Estão lá para ver o time, sem outras considerações ou interesses. Se joga bem, aplaudem; se joga mal, vaiam. Acho que é isso mesmo que se deve fazer.

Há uma cisão de torcidas na Vila Belmiro. E também no Brasil.

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