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Salve o cinema brasileiro

Luiz Zanin Oricchio

24 de julho de 2008 | 11h16

Tenho acompanhado a luta dos cineastas brasileiros para exibir seus filmes nos nossos circuitos tão congestionados pelos blockbusters. A iniciativa mais recente foi de Murilo Salles, que convocou amigos e simpatizantes,pelo blog, para prestigiar seu novo longa, Nome Próprio. O Caderno 2 registrou o fato. Acho legal. Há que inventar maneiras criativas de furar o cerco, enquanto se aguarda uma política para o setor, que nunca sai porque tem muita gente poderosa que não quer que se mexa no que aí está.

Tenho sentido, também, uma tensão muito grande dos cineastas em relação aos jornalistas, aos críticos de cinema em especial. Como se eles desejassem uma certa cumplicidade para este momento difícil, a exemplo do que aconteceu na época pós-desmanche de Collor & Ipojuca. Isso é o que não pode ser. Temos obrigações para com o cinema nacional, mas elogiar cada filme brasileiro lançado porque, em tese, isso beneficiaria sua carreira, não está entre elas.Vamos ficar assim: os cineastas fazem o trabalho deles e nós fazemos o nosso.

Já escrevi isso alguns anos atrás e repito: o cinema brasileiro não merece o insulto da condescendência.

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