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Rubem Fonseca e as opções políticas

Luiz Zanin Oricchio

16 de abril de 2020 | 11h34

 

Não me interessa muito acusar Rubem Fonseca de ter trabalhado para o Ipês e ter sido, portanto, um dos think tanks que ajudaram a derrubar o governo de João Goulart e abriram caminho para a ditadura militar. 

Mas me interessa muito saber se e como essa opção política antidemocrática dos anos 1960 entrou e se é perceptível em sua obra literária. 

Até que ponto o antidemocrata Rubem Fonseca dos anos 1960 está entranhado nos romances e contos de Rubem Fonseca? 

O tema é um desafio para a crítica.  

O reacionarismo de Nelson Rodrigues está presente em sua obra inovadora? 

O nazismo de Louis Ferdinand Céline compromete um romance tão visceral como Voyage au bout de la nuit?  

O nazismo de Leni Riefenstahl, a “cineasta de Hitler”, está presente na linguagem de filmes como Olympia e O Triunfo da Vontade? 

Cada um desses casos é um caso e não se pode equipará-los. 

A não ser, talvez, na rubrica “relações entre convicções políticas e a fatura da obra”. 

Quem for escrever uma biografia para valer de Rubem Fonseca terá de meditar sobre essa questão espinhosa. 

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