Reviver Batatinha
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Reviver Batatinha

Luiz Zanin Oricchio

06 de outubro de 2006 | 19h32

Amigos, música é fundamental, ainda mais nestes tempos obscuros, não é mesmo? Pois bem, saiu um CD super legal pelo selo CPC Umes, Direito de Sambar – Adriana Moreira canta Batatinha. Confesso que não conhecia a moça, mas ela canta bem direito, os arranjos são bonitos, enfim, é um disco para se curtir. E, claro, o forte é o repertório. Tudo que vem de Batatinha é bom. É o apelido do baiano Oscar da Penha, que foi apresentado ao público do sudeste por Maria Bethânia. Quem teve oportunidade de assistir a um dos show de Bethânia nos anos 70 vai se lembrar dela falando sobre um determinado compositor baiano, que fazia músicas de carnaval, tristes como ele só. Músicas lindas, melancólicas mesmo, mas muito inspiradas como Imitação, Hora da Razão, Diplomacia.

Talvez você se lembre dos versos: Diplomacia (Meus desepero ninguém vê/Sou diplomado em matéria de sofrer); Imitação (Ninguém sabe quem sou eu/Também já não sei quem sou/Eu bem sei que o sofrimento/De mim até se cansou/Na imitação da vida/Ninguém vai me superar/Pois sorrio da tristeza/Se não acerto chorar…etc); Hora da razão (Se eu deixar de sofrer/Como é que vai ser/Para eu me acostumar). Batatinha sofria. Mas havia um certo prazer nesse sofrimento. E muita beleza. Confira.

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O grande compositor Batatinha: melancolia e beleza

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