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Ressaca na Vila

Luiz Zanin Oricchio

23 de maio de 2008 | 09h43

Como se podia prever (até onde se pode prever em futebol) era muito difícil reverter os dois gols levados no México. O Santos martelou, martelou, mas conseguiu apenas um gol e foi eliminado da Libertadores. Pena. O time mostrou raça, etc. mas só isso não basta. Faltou força ofensiva. Não sei qual a sensação de vocês. Mas eu, vendo o jogo, achava que os ataques nunca eram suficientemente agudos para redundar em gol. Tornavam-se improdutivos. Tentativas de entrar pelo meio, sempre congestionado. Jogadas pelas pontas, que não funcionavam (Betão não é ala, é zagueiro), chuveirinhos e por aí afora. A revolta contra a arbitragem é válida apenas no caso do gol de Kléber Pereira anulado no México, quando de fato o time foi prejudicado, e muito.

Santistas devem se conscientizar: no Paulistão, o Santos quase chegou entre os quatro finalistas. Na LIbertadores, o Santos quase chegou entre os semifinalistas. É o time do quase. Se continuar desse jeito, não chega entre os quatro do Brasileiro. Tem elenco, talvez, para disputar uma vaga na Sul-Americana, não na Libertadores. Se alguém tinha essa ilusão com o time, ela morreu ontem, na Vila. É preciso reforçar. Ou se acostumar à idéia de fazer um papel de coadjuvante em todos os campeonatos que vier a disputar.

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