Quarentena (20) Desconstruindo Regina Duarte 
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Quarentena (20) Desconstruindo Regina Duarte 

Luiz Zanin Oricchio

08 de maio de 2020 | 14h34

Regina Duarte, secretária da cultura, concede entrevista à CNN, canta Prá Frente Brasil, normaliza mortos e torturados na ditadura, dá chilique quando confrontada a um vídeo de Maitê Proença.

Com a atuação tresloucada, se ainda havia dúvida, a atriz junta-se ao grupo mais caricato de um governo que vai além da caricatura. Para completar a debacle, foi elogiada pelo general Vilas Bôas. 

Essas sub-celebridades ministeriais, obedientes a um obscuro astrólogo virginiano, não merecem qualquer tipo de consideração. Nem mesmo uma simples menção. 

Mas uma atriz, nacionalmente conhecida, e que teve bons momentos, sobretudo na televisão…por que se humilhar e chegar a esse ponto, constrangedor até mesmo para quem não gosta dela e nem reverencia seu passado de “namoradinha do Brasil”? 

Por que se indispor com toda a sua categoria profissional? Por que arrastar seu nome ao ridículo e na ignomínia de tentar minimizar assassinatos da ditadura e menosprezar mortos da pandemia? Ela se diz “leve”, não arrasta mortos atrás de si. Isso, servindo ao maior exemplo mundial de necropolítica da atualidade. 

Tudo pelo poder? Mas que poder tem mesmo Regina Duarte, incapaz de demitir ou admitir quem quer que seja? Incapaz de viabilizar a menor medida de proteção a uma classe – que em tese representa – que se encontra sujeita às privações do confinamento? Para que poder se é incapaz de pensar que a paralisação de atividades e da produção de obras artísticas poderá produzir um vazio, um vácuo cultural, difícil de ser preenchido mais adiante, mesmo quando tivermos vencido o vírus? 

Para que esse poder, se não é para fazer nada? A não ser destruir sua própria biografia, dar uma de louca na TV e servir de motivo de chacota para um povo que não tem mesmo grande motivo para rir? 

Regina Duarte entrou numa barca furada. Está afundando com ela. Ninguém precisa desconstruir Regina Duarte. Ela se desconstrói sozinha. 

 

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