Quarentena (10). Minha Lua de Mel Polonesa
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Quarentena (10). Minha Lua de Mel Polonesa

Luiz Zanin Oricchio

07 de abril de 2020 | 11h38

  1. Tentamos ontem um programa mais leve na sessão da noite: a comédia (dramática) Minha Lua de Mel Polonesa, disponível no Belas Artes à la Carte (belasartesalacarte.com.br). 

No começo achei que seria mais um filme chatinho, mas ele acaba sendo mais do que parece à primeira vista. Jovem casal judeu vai à Polônia onde haverá uma cerimônia para lembrar uma efeméride do Holocausto. A mulher está louca para ir, pois é uma maneira de se reencontrar com a Polônia de seus ancestrais. O marido não tem o mesmo entusiasmo, pois teme reencontrar o antissemitismo que atribui ao país. 

A diretora Elise Otzenberger mescla com habilidade aspectos cômicos e sérios. Faz a crítica do “turismo da Shoah”, ao mesmo tempo em que trata a recuperação de raízes familiares como fundamental para a continuidade da memória. 

O casal Anna (Judith Chemia) e Adam (Arthur Igual) funciona bem nessa oscilação de registro entre o dramático e o cômico. 

Não, não é um grande filme. Mas é um filme legal.

2) Como todo Brasil segui online a novela entre Mandetta e Bolsonaro

Nunca se sabe exatamente o que acontece nos bastidores, mas se pode presumir. Quando a demissão do ministro da Saúde parecia certa, houve recuo e Mandetta permanece. Até quando? Não se sabe. 

O que aconteceu? Talvez Bolsonoro tenha sentido que a demissão de um ministro com alto índice de aprovação seria um desastre para sua própria popularidade. O presidente, que já deu todas as provas possíveis da mais profunda incompetência para governar, segura-se numa âncora de uns 30%, que parece disposta a segui-lo até o abismo. Mas existe uma massa indefinida, que vai para lá e para cá ao sabor dos acontecimentos. Perdê-la pode ser fatal. 

Dizem que a exoneração já estava pronta, mas Bolsonaro teria sido pressionado a recuar da demissão de Mandetta pelo Congresso, pelo Supremo e por outros ministros, sobretudo militares. 

Mandetta ficou. Mas, parece, a preço de uma solução de compromisso. Terá de afrouxar sua política de confinamento total. Em artigo hoje no G1, Helio Gurovitz afirma que “acordo custará a vida de milhares de brasileiros” : O maior erro de Mandetta | Blog do Helio Gurovitz | G1

Não duvido.    

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