Portinari superstar
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Portinari superstar

Luiz Zanin Oricchio

11 de janeiro de 2008 | 21h02

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Antes, ninguém dava bola aos quadros e se você convidasse alguém para ver as telas do Masp, perigava ouvir que isso era programa para nhambiquara, com todo respeito pelos índios que devem ter coisa melhor a fazer. Aprendo agora que depois da recuperação das obras roubadas – O Retrato de Suzanne Bloch, de Picasso, e O Lavrador de Café, de Portinari – multidões acorrem ao museu da Avenida Paulista. As obras viraram cult, e os pintores tornaram-se pop. O frenesi foi tanto que parece que provocaram o disparo dos alarmes – antes eles não existiam, como sabiam os ladrões, pois nossa cidade é muito tranqüila.

Suspeito que todo esse caso tenha alguma coisa a dizer sobre a nossa vida contemporânea. Mas deixo a moral da história para vocês.

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