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Política na Mostra

Luiz Zanin Oricchio

07 de outubro de 2006 | 23h10

Fui de manhã à coletiva da Mostra de Cinema em São Paulo, que começa dia 20. Soube lá de várias coisas, atrações e convidados, que vocês também vão ficar conhecendo ao longo da nossa cobertura dessa festa dos cinéfilos paulistanos. Antecipo uma delas: a grande mostra do cinema político italiano, cerca de 30 títulos que fizeram a cabeça das pessoas, em especial durante os engajados anos 60. Entre esses filmes, De Punhos Cerrados, de Marco Bellocchio, Esse Crime Chamado Justiça, de Dino Risi, e Os Subversivos, dos irmãos Taviani. Para acompanhar a retrospectiva, a Mostra lançará também um livro sobre o cinema italiano do período, com entrevistas e ensaios, organizado por Álvaro Machado e editado pela CosacNaify.

Uma confissão pessoal: adoro cinema político e acho pena que tenha “saído de moda”. Uso as aspas porque, feliz ou infelizmente, política não entra ou sai de moda como chapéu Panamá ou calças boca-de-sino. Simplesmente faz parte da vida das pessoas, gostem elas disso ou não. E assim, todo cinema que se leva a sério, é, em certa medida, político, embora às vezes não pareça. A diferença é que, naquele tempo, um certo número de cineastas se assumia como tal: gostavam de refletir sobre o poder e a maneira como ele se reparte (desigualmente) entre os homens. Vai ser muito bom rever esses filmes ou conhecer alguns deles, que ainda não vi, como o dos Taviani citado acima. A Mostra está em sua 30ª edição e vai trazer cerca de 400 filmes como atração.

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