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Polanski, o sexo e a grana

Luiz Zanin Oricchio

28 de setembro de 2009 | 13h22

Esse caso da detenção de Polanski na Suíça parece cabuloso demais. Não apenas porque o suposto crime, se cometido, o foi em 1977. Estaria prescrito, segundo a maioria dos juristas.

Depois, a “vítima”, já retirou a queixa contra o cineasta, que fora depositada por seus pais na ocasião. É hoje uma mulher de mais de 40 anos.

Polanski, pelo que sei, tem uma casa de férias em Gstaad e costuma ir à Suíça com regularidade, sem jamais ter sido molestado. O que teria mudado?

Uma pista está no blog do Rui Martins, que já foi nosso correspondente na Suíça. Nele, se lê que a Suíça, para salvar da derrocada um dos seus bancos, o UBS (deve ser algo como Union des Banques Suisses)celebrou em troca um tratado com os Estados Unidos. Uma das cláusulas prevê que se possam extraditar até mesmo perseguidos cujos crimes estejam prescritos.

Se for isso mesmo (estou colocando no terreno das hipóteses) é mais uma vez o poder da grana se sobrepondo à justiça dos homens.

Nesse caso, artistas, intelectuais e pessoas de bem em geral teriam de fazer um barulhão danado em favor de Polanski.

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