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Pina Bausch

Luiz Zanin Oricchio

30 de junho de 2009 | 16h37

Há uma superstição de jornal que diz que, quando começam as mortes, elas não param mais. Agora foi Pina Bausch que se foi, de repente, com 68 anos. Sei da carreira da bailarina e coreógrafa genial, e fiquei contente ao aprender que seu último trabalho foi inspirado no Chile e – tenho a impressão – particularmente na tragédia representada pela ditadura militar chilena. Por que outro motivo teria, entre as músicas, algumas de Victor Jara, assassinado pelo regime de Pinochet? Agora, lembro mais de Pina pelo cinema, por Fale com Ela, de Almodóvar, mas, muito em particular, por …E La Nave Va, de Fellini. Nesse canto do ocaso à civilização europeia da belle époque, ela faz uma princesa cega, que embarca no navio acompanhada de um irmão obeso e candidato a déspota. Tinha um rosto marcante e interpretou o papel desenhado por Fellini às mil maravilhas. Grande Pina. Adeus e salve.

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