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Paulínia e Guilherme

Luiz Zanin Oricchio

04 de julho de 2008 | 17h36

PAULÍNIA – Acabo de chegar a Paulínia, 117 km de São Paulo, região de Campinas, que realiza seu primeiro festival de cinema. Achei o festival muito bem estruturado para uma primeira edição. Amanhã, no Caderno 2, escrevo sobre isso. Acho que há muito dinheiro para realizá-lo e uma curadoria competente, a cargo do nosso colega Rubens Ewald Filho. Cheguei agora à tarde, uma viagem tranquila e agradável, exceto pelo preço dos pedágios. Mas enfim, as estradas são boas. Conheci o Paço Municipal e o novo Teatro, que será inaugurado agora à noite. Me pareceram faraônicos, imensos. Há um tapete vermelho para celebridades que põe os de Cannes e Veneza no chinelo. Enfim, sente-se o cheiro da grana em toda parte. Ou pelo menos nessas que conheci. Toda cidade tem seu bastidor e esta não será exceção. Mas é dinheiro do petróleo. A US$ 140 o barril…e subindo. Depois conto mais e falo dos filmes, que são o que interessa no caso dos festivais.

Pessoas leram a entrevista do Guilherme de Almeida Prado, no post anterior, e a consideraram confusa ou ressentida. Talvez seja culpa minha. Para caber no formato jornal, tive de editá-la. Deveria tê-la colocado na íntegra, pelo menos no blog, mas fiquei com medo do tamanho, era muito grande. Mas pelo menos o Guilherme nela se expressa de maneira muito clara. Faz um tipo de cinema diferente do mainstream brasileiro (ou dos vários mainstreams) e não tem papas na língua. Senti essa sinceridade quando o entrevistei para a biografia que escrevi para a coleção Aplauso. Agora, gostar dos filmes do Guilherme é outra história, e isso depende muito de quem os assiste; e como assiste.

Dulce Veiga passa no Festival de Paulínia, cuja mostra competitiva começa amanhã. Até.

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