As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Passagem por Belém

Luiz Zanin Oricchio

26 de abril de 2012 | 13h07

 

Nossa passagem por Belém foi muito feliz. Contando com a hospitalidade do Marco Antonio Moreira, a Lorenna, a Claudia Melo, a Nazareth e todo o pessoal fica muito mais fácil gostar de um lugar.

Mas não foi apenas isso. Tudo lá foi perfeito. Trabalhamos muito. Houve o seminário comemorativo dos 100 anos do Cine Olympia, demos entrevistas (inclusive na TV, no ótimo programa Sem Censura, comandado pela doce e competente Renata Ferreira), falamos para jornais e para todo mundo.

Acontece o seguinte: a cidade, ou parte dela, a sociedade civil, está empenhada em preservar esse patrimônio arquitetônico e cultural de 100 anos que é o Cine Olympia. Fica defronte a outro patrimônio conhecido da cidade, o Teatro da Paz, numa praça maravilhosa, cheia de mangueiras. O centro vivo da cidade.

Enfim, preservar esses velhos cinemas de rua, lutar contra a especulação imobiliária, que desfigura as nossas cidades, é sempre uma boa causa. Contem comigo para elas.

O seminário foi muito bom e, o dia dos 100 anos do Olympia houve uma festa bastante expressiva para comemorar. No próprio cinema aconteceu a parte mais formal, com direito a discurso (chato) de políticos e condecorações. Depois, houve a apresentação de um filme sobre as mulheres que conhecem ervas medicinais na Amazônia, isto é, uma imersão na cultura popular da região.

Em seguida, nos transferimos para o Teatro da Paz, onde houve show da extraordinária cantora Carmem Monarcha. Cantora lírica, que mesclou música de ópera, dança, show e música popular. Show estupendo, que deixou todo mundo em estado de graça no frigorífico do teatro, temperatura polar graças ao ar condicionado exagerado. Quando se sai para a rua, os óculos embaçam pelo contraste térmico.

Também não dá para esquecer o passeio ao outro lado do rio, onde existe um restaurante que recomendo a quem venha a Belém – o Saldosa Maloca (assim mesmo, com “l”), com a simpatia da proprietária, dona Prazeres, e suas comidas muito boas. Peixes amazônicos, e uma sobremesa de cupuaçu para não esquecer. Aprendi também a gostar do açaí, que é uma verdadeira instituição paraense. Encontra-se por toda a parte os “pontos de açaí, que vendem o extrato da fruta, por litro. O pessoal mistura com tapioca ou farinha. Prefiro comer como doce. É viciante. Não sei como vou viver sem.

Enfim, comemos e bebemos muito bem. Abusamos do jambu, aquela planta que adormece a língua e tempera vários pratos da culinária local. Até cachaça de jambu eu bebi. Fizemos amizades, discutimos sobre a crítica e o cinema. Vimos filmes e shows. Participamos de uma boa causa. Foi tudo muito corrido. Mas valeu. E como.

Tudo o que sabemos sobre:

Centenário do Cine Olympia

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.