Para sempre Marília
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Para sempre Marília

Luiz Zanin Oricchio

05 de dezembro de 2015 | 13h40

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Sei que Marília Pêra, que nos deixou hoje aos 72 anos, é imensa. Teatro, TV, dança, canto, etc – deixo para colegas mais capacitados comentarem. Gostaria apenas de relembrar dois momentos maiores desta atriz no cinema.

O primeiro talvez seja sua cena mais conhecida, quando, no papel de uma prostituta, em Pixote, de Hector Babenco, “amamenta” o garoto de rua (Fernando Ramos da Silva) que procura consolo em seu regaço. Uma Pietà inesquecível do cinema brasileiro.

O segundo, em O Viajante, de Paulo César Saraceni, talvez seu maior papel no cinema. Na verdade, destaco duas sequências aqui: uma, quando desesperada entra em uma igreja e desafia Deus. E, noutra,  quando joga ribanceira abaixo seu filho deficiente, para poder ficar com o amante.

É possivelmente, seu papel mais trágico, em que suas imensas possibilidades foram testadas e exploradas no limite. Nessas cenas, ela toca o sublime.

Vai em paz, Marília. Nós te agradecemos.

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