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Papa marxista?

Luiz Zanin Oricchio

04 de abril de 2007 | 21h12

Para quem considerava o papa Bento XVI um protótipo de conservadorismo, não deixa de ser uma surpresa o elogio que fez ao marximo. Leia aqui.Ratzinger reconheceu o óbvio, que Marx descreveu de maneira impecável a alienação do homem na sociedade capitalista, “embora lhe faltasse a dimensão espiritual da alienação”. Feita essa ressalva, só faltou a Ratzinger falar de mais-valia ou do fetichismo da mercadoria. Na verdade, não faltou quase nem isso, quando disse que as nações poderosas espoliam as mais pobres, na África e em outros continentes menos favorecidos. Bem, se essas palavras viessem de Chávez ou de Fidel seriam tratadas aos pontapés. Vindas do pontífice, que em breve visita o Brasil, veremos como serão interpretadas pelos nossos colunistas do apocalipse.

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