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Pancada à beça em Besouro Verde

Luiz Zanin Oricchio

19 de fevereiro de 2011 | 20h03

Na linha seriado que vai ao cinema, a novidade da semana é O Besouro Verde, de Michel Gondry (diretor de Rebobine, por Favor), aventura em 3D que estreia hoje.

O enredo, os fãs já conhecem de longa data – o dono de jornal Britt Reid (Seth Rogen) decide lutar contra o crime organizado depois que seu pai é assassinado. Para ajudá-lo, arruma um fiel escudeiro, mestre em artes marciais, Kato (Jay Chou). A série existe, em forma radiofônica, desde os anos 1930. Nos anos 60, na TV, ficou famosa com o mitológico Bruce Lee interpretando o oriental bom de briga.

No filme moderno não temos Bruce Lee. Em compensação, há um dilúvio de efeitos especiais, que podem impressionar quem gosta de pancadaria, vidros quebrados e perseguições de carros. Do ponto de vista adulto e masculino, o melhor dos efeitos especiais é Cameron Diaz, na glória dos seus 30 e tantos anos, E no papel de uma secretária sexy e esperta.

Além de tudo isso, há o estilo meio ostensivo de Gondry presente na atual versão. O filme tem lá sua graça em alguns momentos. Pode divertir de forma moderada. O gosto de Gondry pelo estranho às vezes tira a história da rotina. Mas, claro, aqui ele não pode dar vazão à sua veia, digamos, “autoral”, porque o cinema de mercado não se permite certas brincadeiras, toleradas em produtos de orçamento modesto. Nesse caso, há muita grana em jogo e, dessa forma, o que sai dos eixos é cuidadosamente vigiado para que não extrapole. É um fator de limitação.

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