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Palmeiras x Santos: adrenalina de volta

Luiz Zanin Oricchio

20 de julho de 2007 | 16h59

Pode não ter sido um primor de técnica, mas ninguém pode se queixar de falta de emoção em Palmeiras 2, Santos 2. A começar pela marcha do placar, com o Santos saindo na frente duas vezes e duas vezes o Palmeiras empatando, o segundo gol saindo no último lance do jogo.

Houve também o braço de ferro tático entre Vanderlei Luxemburgo e Caio Jr., uma atração à parte. Nem sempre a presença dos técnicos é tão perceptível durante uma partida. Mas desta vez foi, com os dois treinadores usando muito bem os recursos que tinham em seus bancos.Um promovia uma mudança e o outro contra-atacava, tentando anulá-la. Caio e Vanderlei também acabaram empatados em competência e visão de jogo.

O engraçado é que, num jogo muito bom, nenhum dos gols foi particularmente bonito. Os quatro marcados foram frutos de falhas de zagueiros e goleiros, e houve até o gol contra do volante do Santos, Rodrigo Souto, que fechou o placar.

Talvez o jogo tenha ficado bom porque os dois times queriam de fato ganhar, e o primeiro gol saiu cedo, aos dez minutos do primeiro tempo.

Mas gostaria também de fazer uma homenagem aos que não desistem. O Palmeiras acabou recompensado no último lance do jogo apenas e tão somente porque não deixou jamais de acreditar que poderia empatar e continuou pressionando. Se há uma coisa que irrita profundamente o torcedor é ver aquele amarelão do time que já se considera derrotado e se deixa arrastar em campo, mal disfarçando a ansiedade pelo apito final.

Nada disso se viu no Parque Antártica. E, repito, o resultado, que caiu como luva para o que se viu em campo, só foi possível porque o time em desvantagem não aceitou ser derrotado antes da hora. Um bom exemplo para todos os outros.

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