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Palavra e utopia: Vieira 400 anos

Luiz Zanin Oricchio

03 Fevereiro 2008 | 10h06

Amigos, nesta quarta-feira de cinzas completam-se 400 de nascimento do padre Antonio Vieira, um dos pais do idioma português, o nosso Cervantes, o nosso Dante Alighieri. O Cultura de hoje dedicou sua edição a ele. Leia a matéria de abertura, de Francisco Quinteiro Pires. Leia esse trecho de sermão, que vai abaixo. Vieira transcendia a dimensão religiosa. Fala a todos nós, crentes ou não. Bom domingo a todos.

‘Muito melhor me conheço eu diante da imagem de um pecado, que diante da imagem de um Cristo crucificado. Quando estou diante da imagem de Cristo crucificado, parece que tenho razões de me ensoberbecer, porque vejo o preço por que Deus me comprou; mas quando me ponho diante da imagem de um pecado, não tenho razões de me humilhar, porque vejo o preço por que eu me vendi. Quando vejo que Deus me compra com todo o seu sangue, não posso deixar de cuidar que sou muito; mas quando vejo que eu me vendo pelas nadas do mundo, não posso deixar de crer que sou nada.’

(Sermão do Quarto Domingo do Advento)