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Oscar: fim do “sonho” brasileiro

Luiz Zanin Oricchio

17 de janeiro de 2007 | 15h47

Leio no portal do Estadão que Cinema, Aspirinas e Urubus já está fora do Oscar. Pela primeira vez em sua história a Academia de Hollywood divulgou uma pré-lista com nove candidatos a melhor filme estrangeiro, entre os quais serão selecionados os cinco finalistas que disputarão a estatueta este ano. Entre os nove não figura o longa de Marcelo Gomes e assim, mais uma vez, o Brasil fica fora da disputa. Em certos círculos do cinema brasileiro, ganhar um Oscar tornou-se uma obsessão. Parece até que o nosso cinema só vai ganhar a maioridade, ou uma carta de cidadania global, no dia em que for “batizado” por Hollywood. Mas eu pergunto: e daí? Será que esse prêmio é tão importante mesmo? Eu, pessoalmente, não dou a mínima. Mas sei, por outro lado, que existem pessoas que só levam o Brasil a sério quando ele é “reconhecido” lá fora, no “Primeiro Mundo”. Uma forma de pensar que antigamente se chamava de colonizada. Enfim, se a Academia não levou a sério o filme de Marcelo Gomes, é o de menos: ele continua sendo ótimo.

A título informativo, os nove que continuam no páreo são:

Volver (Espanha)
O Labirinto do Fauno (México)
Water (Canadá)
Black Book (Holanda)
Days of Glory (Argélia)
After the Wedding (Dinamarca)
Avenue Montaigne (França)
The Lives of the Others (Alemanha)
Vitus (Suíça).

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