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Os sites e o cinema

Luiz Zanin Oricchio

27 de outubro de 2006 | 20h25

Quando comecei a escrever sobre cinema havia pouco mais de meia dúzia de críticos militantes na cidade. Todos nos conhecíamos. Íamos às cabines (jargão que designa as projeções de filmes para a imprensa), em geral no centro da cidade, e às vezes almoçávamos juntos depois das sessões. Éramos o Merten e eu no Estadão, o nosso querido e saudoso Edmar Pereira no Jornal da Tarde, Inácio Araújo na Folha, Luciano Ramos, Orlando Fassoni, Jairo Ferreira e poucos outros. Cabíamos numa kombi e não bastávamos nem para formar um time de futebol de salão.

Tudo mudou com a internet. Os sites de cinema proliferaram e agora os blogs vieram para aumentar drasticamente o número de pessoas que escrevem sobre cinema, no Brasil e no mundo. Hoje vou às cabines e, em especial naquelas de blockbusters americanos, desconheço 90% dos rostos. E eles a mim. Essa democratização é em tese bem-vinda, beneficia a pluralidade dos olhares sobre o cinema, mas, claro, como tudo na vida enseja uma antítese. No caso, é que existem muitíssimos mais sites dedicados às fofocas e ao mundanismo do cinema do que aqueles voltados para a crítica séria.

Portanto, como acontece com tudo que diz respeito ao mundo babilônico da internet, também entre os sites de cinema é preciso separar o joio do trigo. Ou, para deixar prá lá essa frase bíblica, cabe ao internauta escolher o que deseja do cinema: fofoca ou reflexão?

Alguns sites já estão no ar há vários anos. Outros surgiram há pouco. Mas já se conhecem aqueles que valem a pena ser visitados, pelo menos se a sua opção é pela crítica e pelo pensamento. Em alguns deles se encontra parte do que de melhor se escreve sobre cinema hoje em dia no Brasil. Ignorá-los é tentar voltar no tempo. Destaco alguns deles em especial e me desculpo se não conheço outros tão bons quanto essas revistas eletrônicas: a criticos.com, a Contracampo, a Cinequanon e a Revista Cinética. Acrescento também o Cineweb. Dê uma clicada nelas aí em cima e confira.

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