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Os Amadores

Luiz Zanin Oricchio

23 de dezembro de 2006 | 12h14

Vi ontem, na Globo, o especial Os Amadores. Nada mau, como premissa. Os quatro sujeitos morrem, ganham mais seis meses de vida e voltam à Terra. O início é legal, as peripécias, algumas, são engraçadas e o final, um tanto decepcionante. Mas dá para se divertir. É legal ver o sujeito arrogante que se apaixona pela prostituta, o viúvo que se torna objeto sexual da patroa, o cara que vai atrás da mãe do filho dele, o que conhece uma mulher incrível indo no lugar de outro em um encontro marcado por computador. Os atores são bons – Matheus Nachtergaele dá o show habitual, Murilo Benício está num papel que faz com facilidade, Cássio Gabus Mendes faz o tipo sensível, que lhe cai bem, e Otávio Muller é patético e engraçado, o que também lhe convém. Fernandinha Torres está engraçada como sempre e Flávia Alessandra é um mulheraço que dá gosto ver.

Não se pode exigir grande profundidade nesse tipo de programa – e nem ele foi projetado para isso. A história leve, com algumas tiradas de espírito, serve como entretenimento para a família. Às vezes até mesmo com algumas piadas apimentadas, já que a família, apesar dela mesma, evoluiu um pouquinho no campo dos costumes.

O “espírito” da coisa lembra muito o de sitcoms americanas – a atual coqueluche das TVs a cabo. E, se você tiver filhos adolescentes, sabe do que estou falando. Nada contra. O problema é quando se transpõe esse tipo de linguagem e preocupação para a tela grande do cinema, como costuma (salvo as exceções) com os produtos da Globo Filmes. Vem mais um por aí – o sucesso de A Grande Família se transfere para os cinemas em janeiro. Vamos ver no que dá.

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