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O humor em tempos de cólera

Luiz Zanin Oricchio

29 Maio 2007 | 08h59

Não, não foi um sucesso estrondoso. Mas havia pelo menos uma centena de pessoas ontem à noite no Cine Sesc para discutir o humor no filme japonês A Escola do Riso. Na mesa, um historiador, Elias Thomé Saliba, um cinéfilo, Sérgio de Oliveira, a mediadora, a jornalista Maria do Rosário Caetano, e dois críticos de cinema, Sérgio Rizzo, da Folha, e eu, pelo Estadão. Não sei se aprofundamos muito o assunto, mas pelo menos nos divertimos bastante. O que foi muito bom em tempos tão crispados como os que vivemos. Às vezes fico me perguntando se nós, brasileiros, não andamos perdendo a capacidade para o riso e para a auto-ironia que muita gente dizia nos caracterizar. Andamos sisudos demais, cinzentos como o céu de São Paulo, reclamando contra tudo e contra todos, nos sentindo injustiçados e mal-amados. Será que tanta bílis vai nos ajudar a viver melhor? Ou a combater tudo o que de errado acontece neste país? Eu duvido muito.