‘O Grande Circo Místico’ abre a festa do cinema em Gramado
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‘O Grande Circo Místico’ abre a festa do cinema em Gramado

Além do filme de abertura, a tradicional mostra gaúcha terá nove longas-metragens concorrentes brasileiros e cinco latinos, além de curtas nacionais e gaúchos. O festival termina dia 25. quando serão conhecidos os vencedores

Luiz Zanin Oricchio

17 de agosto de 2018 | 00h10

 

Com a exibição fora de concurso de O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, começa hoje o 46º Festival de Cinema de Gramado, o mais badalado do congestionado circuito de eventos do gênero no Brasil. Famoso pelo tapete vermelho, que se estende por muitos metros na Rua Coberta na cidade serrana gaúcha, Gramado também vem se empenhando em adensar seu conteúdo artístico. Deve isto, em especial, à trinca de curadores, já há vários anos na função: a produtora argentina Eva Piwowarski e os críticos brasileiros Rubens Ewald Filho e Marcos Santuário.  

Para tanto, os organizadores prepararam para este ano um cardápio tão extenso quanto em tese saboroso. Serão nove longas na competição brasileira, cinco na latina, mais os curtas nacionais e os da Mostra Gaúcha. Contando com os títulos fora de concurso, teremos cinema o dia inteiro, rivalizando com debates e mesas-redondas sobre a arte cinematográfica & questões afins. Uma autêntica maratona, como costumam ser os festivais de cinema.

Além dos filmes, outro aspecto importante do festival é a lista dos homenageados  – também sempre robusta em Gramado. Este ano, quem recebe o Troféu Oscarito é o ator paulista Edson Celulari. O Kikito de Cristal, destinado a personalidades latino-americanas, será entregue à “cantriz” uruguaia, radicada na Argentina,  Natalia Oreiro, protagonista do melodrama Gilda – Eu não Me Arrependo deste Amor. O ator Ney Latorraca receberá o Troféu Cidade de Gramado. E o Troféu Eduardo Abelin irá para as mãos do cineasta Carlos Saldanha, conhecido por seus trabalhos em Hollywood como Era do Gelo, Rio e O Touro Ferdinando.

O novo longa de Cacá, baseado em poema de Jorge de Lima com música de Chico Buarque e Edu Lobo, passa às 18h no Palácio dos Festivais. Logo em seguida, às 20h30, virá o primeiro concorrente nacional, a ficção A Voz do Silêncio, de André Ristum (SP). E a partir de então o festival pega seu ritmo, com debates dos realizadores na manhã do dia seguinte, filmes e mais filmes e eventos. Até o dia 25, quando serão conhecidos os vencedores. Uma festa. O Canal Brasil transmite a cerimônia de entrega de prêmios.

Em ambiente competitivo, seria deselegante destacar de antemão este ou aquele concorrente. Só posso dizer que, do pouco que conheço, há entre os selecionados obras de qualidade, tanto na competição nacional como na estrangeira.

Abaixo, os concorrentes das mostras:   

 

Longas-metragens brasileiros

10 Segundos Para Vencer (RJ), de José Alvarenga Jr.

O Banquete (SP), de Daniela Thomas

Benzinho (RJ), de Gustavo Pizzi

A Cidade dos Piratas (RS), de Otto Guerra

O Avental Rosa, de Jayme Monjardim

Ferrugem (PR), de Aly Muritiba

Mormaço (RJ), de Marina Meliande

Simonal (RJ), de Leonardo Domingues

A Voz do Silêncio (SP), de André Ristum

Longas-metragens estrangeiros

Averno (Uruguai/Bolívia), de Marcos Loayza

Las Herederas (Paraguai/Brasil/Uruguai/França/Alemanha), de Marcelo Martinessi

Mi Mundial (Uruguai/Argentina/Brasil), de Carlos Morelli

Recreo (Argentina), de Hernán Guerschuny e Jazmín Stuart

Violeta al Fin (Costa Rica/México), de Hilda Hidalgo

Curtas-metragens brasileiros

À Tona (DF), de Daniella Cronemberger

Apenas o Que Você Precisa Saber Sobre Mim (SC), de Maria Augusta V. Nunes

Aquarela (MA), de Thiago Kistenmacker e Al Danuzio

Catadora de Gente (RS), de Mirela Kruel

Estamos Todos Aqui (SP), de Chico Santos e Rafael Mellim

Um Filme de Baixo Orçamento (SP), de Paulo Leierer

Guaxuma (PE), de Nara Normande

Kairo (SP), de Fabio Rodrigo

Majur (MT), de Rafael Irineu

Minha Mãe, Minha Filha (SP), de Alexandre Estevanato

Nova Iorque (PE), de Leo Tabosa

Plantae (RJ), de Guilherme Gehr

A Retirada Para Um Coração Bruto (MG), de Marco Antonio Pereira

Torre (SP), de Nádia Mangolini

Curtas-metragens gaúchos – Prêmio Assembleia Legislativa

À Sombra (Canoas), de Felipe Iesbick

O Abismo (Sapucaia do Sul), de Lucas Reis

Antes do Lembrar (Porto Alegre), de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes

Coágulo (São Leopoldo), de Jéssica Gonzatto

O Comedor de Sementes (São Leopoldo), de Victoria Farina

Um Corpo Feminino (Porto Alegre), de Thais Fernandes

Entre Sós (Porto Alegre), de Caetano Salerno

Fè Mye Talè (Encantado), de Henrique Both Lahude

A Formidável Fabriqueta de Sonhos Menina Betina (Pelotas), de Tiago Ribeiro

Gasparotto (Porto Alegre), de Zeca Brito

Grito (Santa Maria), de Luiz Alberto Cassol

Maçãs em Fogo (Porto Alegre), de Bruno de Oliveira

Movimento à Margem (Porto Alegre), de Lícia Arosteguy e Lucas Tergolina

Mulher Ltda (Canoas), de Taísa Ennes

Nós Montanha (Porto Alegre), de Gabriel Motta

Pelos Velhos Tempos (Porto Alegre), de Ulisses da Motta

Sem Abrigo (Porto Alegre), de Leonardo Remor

Subtexto (Caxias do Sul), de Cristian Beltrán

Vinil (Porto Alegre), de Catherine Silveira de Vargas e Valentina Peroni Freire Barata

O Viúvo (Porto Alegre), de Luiz Carlos Wolf Chemale

 

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