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O Gângster

Luiz Zanin Oricchio

04 de fevereiro de 2008 | 21h00

Saí agora à tarde para ver O Gângster, de Ridley Scott.

Não fazia muita fé, mas adorei. Duas horas e quarenta, que passam sem perceber. Tem lá uns clichês de gênero, sei lá, herdados dos Chefões de Coppola, trilogia que acabou criando um paradigma. Mas não chegaram a me incomodar. Até pelo contrário. Clichês, quando não exagerados, nos deixam em terreno conhecido, o que às vezes não é de todo mau. Talvez não seja legal pedir sempre ao cinema surpresas a toda hora.

O incorruptível de Russell Crowe está ok.; e também o mafioso de Denzel Washington. Nenhum deles é caricatura, o bem contra o mal, essas infantilidades do cinemão. Filme ágil, bem montado, realista, trilha sonora constante, porém bem colocada. Tem ritmo, tem punch. Gostei do envolvimento do momento histórico na trama, com Nixon, Frazier x Ali, a heroína (a droga, bien entendu) trazida por aviões do exército americano, direto do Vietnã.

Um filme adulto, muito duro, muito agradável. Recomendo.

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