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O “francês” Mario Carneiro

Luiz Zanin Oricchio

10 de setembro de 2007 | 08h53

PARIS – Lendo o Le Monde hoje de manhã descubro, com surpresa, que o jornal registra a morte de Mario Carneiro, acontecida na semana passada. O Monde lembra que Mario havia nascido em Paris, na época em que seu pai, o embaixador Paulo Carneiro, trabalhava no Instituto Pasteur. Registra as principais contribuições de Mario para o Cinema Novo (em Arraial do Cabo, de Saraceni, O Padre e a Moça, de Joaquim Pedro, e Di Cavalcanti, de Glauber) e fala de Gordos e Magros, seu único longa-metragem assinado como diretor. Ouve o cineasta Joel Pizzini, com quem Mario realizou o que julgo ser seu último trabalho, 500 Almas. Diz Pizzini: “Mario era co-autor de todos os filmes de que participou. Ele doava sua experiência ao realizador debutante que o procurava, em nome da renovação e do puro prazer da experimentação.”

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