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O fracasso subiu-lhes à cabeça?

Luiz Zanin Oricchio

13 de março de 2008 | 12h27

Vejo que o Caderno 2 concedeu espaço a Guilherme Werneck e Gustavo Steinberg para que rebatessem a crítica de minha autoria sobre o filme deles, Fim da Linha. O texto tem o título mimoso de “Humanismo de pijama”. Gostei. Pena que o espaço tenha sido desperdiçado em argumentos ad hominem, que tentam desqualificar o suposto adversário ao invés de se ocupar com idéias. Enfim, o estilo é o homem, ou os homens. E quem viu o filme reconhece no artigo o mesmo universo mental. De resto, é um exemplo acabado da doença infantil do polemismo. Ataca pessoas e não se ocupa em discutir com civilidade idéias e posições. Temos, talvez, muito que evoluir nesse sentido.

De resto, é claro que a minha opinião sobre o filme é apenas isso, uma opinião, e pode ser confrontada com as de outros críticos que, tenho certeza, detectaram em Fim da Linha “sutilezas, complexidades” e outras pérolas que me passaram despercebidas.

E, sobretudo, o filme deve ser confrontado com a opinião do público que, pelo que sei, tem se estapeado na porta do cinema pelo privilégio de assistir a essa obra-prima da cinematografia nacional. Infelizmente, o Boletim Filme B, publicação que mede os números do mercado cinematográfico, não chegou a registrar a bilheteria do longa. Assim, fiquei sem conhecer o número de brasileiros que por ele foram iluminados.

Mas, no fundo, diretor e roteirista fizeram a coisa certa – do ponto de vista deles. Talvez, através do jornal, consigam a repercussão que o filme, em si, não suscita.

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