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Mencken e o dono da verdade

Luiz Zanin Oricchio

14 de maio de 2009 | 17h51

Recebi a reedição de O Livro dos Insultos, de H.L. Mencken (Cia das Letras, seleção, tradução e posfácio de Ruy Castro). Folheei, num momento de ócio, e não resisti à tentação de citar um dos “verbetes”. É bastante atual.

“O homem que se gaba de só dizer a verdade é simplesmente um homem sem nenhum respeito por ela. A verdade não é uma coisa que rola por aí, como dinheiro trocado; é algo para ser acalentado, acumulado e desembolsado apenas quando absolutamente necessário. O menor átomo da verdade representa a amarga labuta e agonia de algum homem; para cada pilha dela, há o túmulo de um bravo dono da verdade sobre algumas cinzas solitárias e uma alma fritando no Inferno. ”

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