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O Discurso do Rei

Luiz Zanin Oricchio

08 de fevereiro de 2011 | 00h23

As bolsas de aposta do Oscar têm oscilado. Primeiro, era dada como certa a vitória de Rede Social, repetindo a premiação do Globo de Ouro. Em seguida, O Discurso do Rei subiu. Agora é tido como favorito, com suas 12 indicações. Depois de vê-lo, você provavelmente vai chegar à conclusão de que ele tem mesmo tudo para ganhar. O Discurso do Rei entra em cartaz sexta-feira.

O filme, baseado na história do rei George VI, ambienta-se na época mais crítica da história inglesa – e europeia – do século 20: o começo da 2ª Guerra Mundial. É esse pepino cósmico que George (Colin Firth) terá de segurar, pois seu irmão, a quem o trono seria destinado, abdicou para se casar com uma plebeia americana. Sobrou para George, que tem uma tremenda dificuldade para um político – é gago. Como, nesse momento de crise, impor respeito com seus discursos?

Dirigido de maneira convencional, porém segura, por Tom Hooper, O Discurso do Rei relembra esses fatos históricos – com a presença de outros personagens, como Winston Churchill – numa época em que o domínio da palavra ainda era fundamental para um líder. Em especial quando se tratava de insuflar confiança em uma nação que já percebia os difíceis anos que teria pela frente. Hoje, talvez uma campanha de marketing resolvesse. Naquele tempo, tinha de ser no gogó. Na base da eloquência.

Desse modo, O Discurso do Rei será um filme muito falado – ou balbuciado. Um dos seus encantos maiores reside no relacionamento entre George e seu terapeuta da fala, o australiano Lionel Logue (Geoffrey Rush). O encontro dos dois não se resume a uma relação médica (mesmo porque Logue não tinha diploma), mas a um encontro humano. E, como tal, feito de simpatias e repulsas, tolerâncias e impaciências, altos e baixos. Ainda mais quando um é um monarca cheio de problemas e o outro, um plebeu muito pouco convencional.

Podem-se encontrar limitações em O Discurso do Rei, mas não se pode negar que emociona.

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