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O crítico e o meteorologista

Luiz Zanin Oricchio

01 de fevereiro de 2007 | 20h00

Acabei de receber uma mensagem queixosa de um leitor na qual ele diz que existem dois tipos de profissionais pouco confiáveis no jornal – os meteorologistas e os críticos de cinema. Acho a comparação injusta para com os meteorologistas. E explico por quê. A bronca do leitor vem da avaliação (ruim) para Apocalypto, de Mel Gibson. Achei que o filme tem algumas qualidades técnicas, mas é banal e, sobretudo, usa a violência de forma apelativa. Poderia ser regular pelos quesitos técnicos: nada brilhante, nem comprometedor. Como o projeto me pareceu picareta, do ponto de vista ético, caiu para ruim e lá ficou. O próprio leitor entende que a avaliação de um filme é subjetiva. E o pior é que, para alguém gostar de um texto sobre um filme, é preciso haver sintonia entre duas subjetividades: a de quem escreve e a de quem lê. Mais difícil do que prever chuva ou sol. Mas pelo menos o meteorologista lida com dados concretos, cálculo de probabilidades e alguma objetividade.

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