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O artista e o torturador

Luiz Zanin Oricchio

15 Outubro 2015 | 20h09

 

É incrível que as mortes de Luiz Carlos Miéle e Brilhante Ustra tenham ocorrido tão próximas. Representam pólos opostos do Brasil.
Um, a leveza, a alegria, a arte, a delicadeza, o savoir-vivre, o sorriso.
O outro, as trevas, a violência, a carranca, a covardia.
Essas mortes vêm para nos dizer que, como Janus, o deus bifronte, o Brasil também tem essas duas caras.
Ora predomina uma, ora outra.
Tem gente que sai às ruas para pedir a volta da ditadura militar.
Eu sairia à rua para exigir a volta da bossa nova.
Se é que ainda a merecemos.