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O aplauso a Messi

Luiz Zanin Oricchio

19 de junho de 2008 | 09h33

Ao aplaudir a saída de Messi, a torcida do Mineirão homenageou o único jogador em campo que mostrou algum talento? Ou deu a maior bofetada que poderia na seleção ao aplaudir um jogador argentino em terra brasileira? Você decide.

O fato é que o jogo foi pífio, em nada lembrando esse que é o grande clássico do futebol sul-americano e, na minha opinião, mundial. Só que os dois times não estiveram à altura dessas duas escolas futebolísticas.

Quanto a Dunga…bem, não sou de jogar a culpa só nas costas de técnicos – acho que os jogadores têm a grande responsabilidade pelo que se vê em campo, para o bem ou para o mal. Agora, montar um esquema mesquinho de jogo, sem qualquer estrutura ou imaginação, é sim culpa do treinador.

E o que foi aquela substituição – Diego por Daniel Alves, um meia por um lateral-direito – que desestruturou o resto de organização que o time ainda mantinha. Um desastre. E ver Júlio Baptista com a camisa 10, com Pelé presente no estádio, bem, causa no mínimo estranheza. E bastante preocupação, se é que a seleção ainda preocupa alguém.

O Brasil, antes conhecido por seu futebol ofensivo, está a 300 minutos sem marcar um único gol. Esse fato fala por si só. Mas confesso que não fiquei desapontado com o jogo. Foi mais ou menos como eu imaginava que seria.

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