Notas sobre alguns filmes (1)
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Notas sobre alguns filmes (1)

Alguns pitacos rápidos sobre filmes em cartaz: Amigos para Sempre, Creed 2 e Eu Sou mais Eu

Luiz Zanin Oricchio

28 Janeiro 2019 | 12h21

Amigos para Sempre, de Neil Burger. Esse remake americano é inferior ao original francês, Os Intocáveis. Mas guarda sua graça. Como se sabe, é a história de um tetraplégico branco e rico (Bryan Cranston) e sua relação com um cuidador abusado, polêmico e cheio de problemas pessoais (Kevin Hart). A história, baseada em caso real, se presta a alguma pieguice. Mas esta é contornada por uma relação pessoal positiva, despida de falsa caridade e autocomiseração. Tive um caso assim na família, um tio tetraplégico, cujo melhor cuidador foi alguém que não o considerava um coitadinho digno de pena. Por esse lado, os dois filmes são legais, tanto Amigos para Sempre quanto o original francês, Intocáveis.

Creed 2. Dirigido por Steven Caple Jr, Creed 2 é sequência de Creed (2015), que, por sua vez, dá continuidade à série Rocky: um Lutador, de Sylvester Stallone. Agora, o já veterano Rocky é treinador de um garoto bom de boxe, cujo pai morreu numa luta contra o oponente russo. Meu amigo Baldini, que entende de boxe como ninguém, disse que nunca se filmaram lutas tão realistas como as que se vêem neste filme. Pode ser. Mas acho que faltou dramaticidade na maneira como a história é conduzida. Nunca estará à altura de Punhos de Campeão ou Touro Indomável, por exemplo. Mesmo o nacional Dez Segundos para Vencer, sobre as trajetórias de Éder Jofre e seu pai, Kid Jofre, me pareceu mais consistente. Mesmo assim, perdendo por pontos para os clichês, Creed 2 é bom de ver. Assisti com o público. Foi aplaudido no final.  

Eu Sou Mais Eu, de Pedro Amorim, é veículo para a pop Kéfera Buchmann. Ela faz uma cantora de grande sucesso, arrogante e sem noção. Por artes mágicas, ao esnobar uma fã, ela é catapultada ao passado, quando era apenas uma adolescente feiosa, vítima de bullying na escola. Para voltar ao presente, precisa atravessar uma prova de humildade e crescer como pessoa. O filme tem alguns momentos. Kéfera tem lá sua graça, assim como seu partner, João Cortez. O roteiro é pouco elaborado e o filme dá impressão de desleixo. Poderia ser melhor do que é, mesmo mantidas as suas intenções comerciais óbvias.