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Nosso Lar

Luiz Zanin Oricchio

23 de agosto de 2010 | 20h14

Claro que ainda vou fazer uma crítica mais aprofundada de Nosso Lar quando o filme de Wagner de Assis entrar em cartaz. Mas já posso antecipar. Vê-lo, em sessão de imprensa hoje de manhã, foi das experiências mais desagradáveis de um ano marcado pelos lançamentos espíritas por causa do centenário de Chico Xavier. O visual kitsch, os diálogos declamados, a falta de qualquer noção cinematográfica – tudo isso que parecia abolido do cinema brasileiro ressurge na tela como assombração.

Não vai aqui qualquer reparo à religião dos outros. Não tenho nada a ver com a crença alheia e eu, que não tenho nenhuma, respeito a todas. Essa consideração é apenas cinematográfica. Não conheço o livro, supostamente psicografado por Chico Xavier e, parece, um dos maiores sucessos da literatura espírita. Mas tenho certeza de que, como qualquer história, poderia ter sido objeto de uma adaptação cinematográfica interessante. Não é o caso. E olhe que há atores de primeira nos principais papeis, como Fernando Alves Pinto e o grande Othon Bastos, além de uma beldade como Rosane Mullholand.

Meu Deus!

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