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Noel Rosa

Luiz Zanin Oricchio

28 de setembro de 2007 | 14h02

Fui ver agora de manhã Noel Rosa, o Poeta da Vila, de Ricardo Van Steen. É bem-feito e, como filme de época, até que não compromete. E, claro, o diretor tem um senhor material nas mãos, da vida breve de um gênio (Noel Rosa morreu tuberculoso aos 26 anos) à música que legou e serve como trilha do próprio filme. Algo, porém, empaca. Talvez a maneira estilosa como é feita a reconstituição, talvez uma certa frieza com que o material dramático é trabalhado, talvez ainda a preocupação excessiva em mostrar que se trata de um “filme de arte” e portanto não pode comportar movimentos de câmera e enquadramentos banais. Esse virtuosismo às vezes gratuito não ajuda. Enfim, vê-se bem. Mas eu esperava mais. Afinal, o cara compôs músicas como Feitio de Oração, Feitiço da Vila, Palpite Infeliz, Último Desejo e outras quetais. “Noelista” militante que sempre fui, esperava o máximo. E, falando nisso, o filme é adaptado da biografia de João Máximo e Carlos Didier, considerada exemplar. Volto a Noel quando estrear, em novembro.

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