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No Cine PE 2015

Luiz Zanin Oricchio

04 de maio de 2015 | 09h36

RECIFE E OLINDA. Olá, cá estou para acompanhar mais um Cine PE, festival que está em sua 19ª edição, e que acompanho desde a primeira. A novidade deste ano, talvez você já saiba, é a volta ao Cinema São Luis, no Centro da Cidade. Para meu gosto, muito mais agradável do que o enorme Centro de Convenções Guararapes, que já foi chamado de Maracanã dos festivais, quando lotava seus 1600 lugares. Não lota mais. O público mudou, os festivais mudaram, perderam algo de sua aura e assim o casal Bertini (Sandra e Alfredo) houve por bem trazê-lo à casa antiga. Um cinema dos anos 50, lindo e remodelado, embora com som que deixa a desejar. O cinema é no Recife, mas estamos hospedados em Olinda, o que é sempre motivo de alegria.

O Cine PE abriu com uma atração internacional, fora de concurso – O Exótico Hotel Marigold 2, de John Madden. Um filme simpático, com Judy Dench e Maggie Smith dando show, um pouco de humor britânico e muito exotismo Bollywood em sua concepção. “Um filme sobre o encontro de culturas”, diz Madden, que está em Olinda e é uma simpatia de pessoa. É de boa sabedoria crítica não pedir ao filme o que ele não deseja dar. Mas, de qualquer forma, a filosofia de Hotel Marigold não contempla qualquer problematização entre antigos colonizadores e colonizados. É apenas isso. E celebração de uma velhice que não precisa ser mais traumática. Houve um tempo em que se chamava a velhice de naufrágio. No imaginário contemporâneo é apenas o seguimento da maturidade. Assim seja.

O primeiro concorrente nacional foi O Vendedor de Passados, de Lula Buarque, baseado em romance de José Eduardo Agualusa. Mas este eu quero comentar em outro post.

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