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Música que salva

Luiz Zanin Oricchio

18 de julho de 2008 | 10h32

De repente, não mais que de repente, acordei agitado pela agenda cheia – como sempre. Estresse, mil coisas para fazer ao mesmo tempo, quando a natureza humana pede que se faça uma só de cada vez, enfileiradas, bonitinhas, bem-feitas. Como fazia vovó, mamãe, papai, mas nós não somos mais capazes de fazer.

Na pressa, ligo o rádio atrás de alguma notícia enquanto tomo o café da manhã – afinal, é preciso ganhar tempo, informar-se enquanto se engole o óbvio para a sobrevivência básica.

Mas o rádio está ligado na Cultura FM e toca um Noturno de Chopin. Ao piano, meu intérprete favorito, Claudio Arrau. A música reflexiva, o paradoxo do noturno que se ouve pela manhã,a profundidade da interpretação de Arrau – tudo isso me repõe no eixo. Num eixo imaginário e provisório de uma vida humana comum. Com ênfase no “humana”.

Bom dia a todos.

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