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Música é vida

Luiz Zanin Oricchio

08 Fevereiro 2007 | 09h28

Dois filmes, um brasileiro e outro norte-americano, usam grupos musicais femininos como protagonistas. Dreamgirls, que recebeu o número máximo (sete) de indicações ao Oscar deste ano, recua aos anos 60 para falar da música black e de como ela renovou um ambiente artístico àquela altura cansado. Antonia fica na contemporaneidade e estuda como a arte pode ser uma via de escape para o sufoco da periferia paulistana.

Ambos são filmes esperançosos, embora (o brasileiro, em particular) não se desviem dos aspectos mais duros da realidade que querem retratar. Dreamgirls vai ao Oscar e não se sabe quantas estatuetas poderá abocanhar. Antonia, de Tata Amaral, entra em cartaz amanhã e, no mesmo dia, será exibido no Festival de Cinema de Berlim. Veremos pela reportagem do nosso colega Luiz Carlos Merten como os alemães reagem às meninas cheias de ginga da Vila Brasilândia, que aliás estão em Berlim para se apresentarem ao vivo.

São dois filmes que fazem bem. Nos recordam que a música é essencial na vida e pode minorar um pouco a brutalidade em que se transformou o mundo.