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Morre José Saramago

Luiz Zanin Oricchio

18 de junho de 2010 | 10h24

Aos 87 anos, se foi o escritor português, prêmio Nobel de Literatura. Saramago tem grandes momentos como O Evangelho Segundo Jesus Cristo e outros menos bons, como A Caverna e Caim (o último), um tanto esquemáticos. Mas foi um belo escritor, bastante hostilizado por parte da crítica simplesmente por ser comunista. Essa discriminação ideológica não o faz melhor nem pior. Tem seu lugar garantido nas letras mundiais.

Em termos de cinema, devemos lembrar que duas de suas obras foram transpostas para a tela – Jangada de Pedra, por George Sluizer, e Ensaio sobre a Cegueira, por Fernando Meirelles. A de Meirelles é, de longe, a melhor. As duas histórias, fieis ao estilo mental de Saramago, baseiam-se em metáforas “duras”, às vezes até abusivas. Na primeira, a pensínsula ibérica descola-se do continente e sai navegando por aí. Na segunda, a humanidade é acometida de uma súbita cegueira e, nessa condição, entrega-se à barbárie.

Para Saramago, a humanidade está cega pela competição e pelo consumo. Perdeu-se de si mesma. Quem há de lhe tirar a razão?

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