Meu querido Buñuel
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Meu querido Buñuel

Luiz Zanin Oricchio

29 de julho de 2008 | 18h01

chien

Hoje, dia 29 de julho, há exatos 25 anos, morria Luis Buñuel, um dos quatro ou cinco de meus cineastas favoritos. Quem seriam os outros? Fellini, Antonioni, Welles, Bergman, Glauber, Godard, por aí. Fui formado por essa turma. Bebi do veneno que eles nos legaram. Por isso acho graça, e muita graça, quando tentam me fazer levar a sério esse nhenhenhém infantilóide que anda por aí.

Bem, mas cá entre nós, na intimidade que o blog nos permite, devo dizer que durante muitos anos Buñuel foi o número um absoluto para mim. E por quê? Porque me agradavam não apenas a inovação do seu cinema, mas o inconformismo, a rebelião, o ultraje mesmo daquela cabeça libertária. Ah, se os nossos inócuos “marginais” tivessem a sua ousadia…

Mas, deixa prá lá. Não quero me alongar muito, mesmo porque estou começando a redigir um texto longo sobre meu querido Luis para o caderno de domingo.

Quais os meus Buñuel favoritos? São vários:

Un Chien Andalou e L’Âge d’Or
Tierra sin Pan
Los Olvidados
O Alucinado
A Ilusão Viaja de Bonde
Nazarin
Viridiana
O Anjo Exterminador
Diário de uma Camareira
A Bela da Tarde
A Via Láctea
Esse Obscuro Objeto do Desejo

Se alguém me obrigasse a escolher um entre todos, a eleita seria a obra-prima absoluta: Viridiana.

Um único filme, como esse, justifica uma vida inteira.

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