Meu Nome não é Johnny: o tráfico da classe média
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Meu Nome não é Johnny: o tráfico da classe média

Luiz Zanin Oricchio

03 de janeiro de 2008 | 16h41

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Selton Mello como Johnny: boa vida durante algum tempo

Amanhã entra em cartaz o filme baseado (êpa!) no personagem real João Guilherme Estrella e descrito no livro Meu Nome Não é Johnny, de Guilherme Fiúza (Editora Record), mais um trabalho tendo por tema o tráfico e consumo de drogas no País. Vai ser interessante observar a discussão.

Em Tropa de Elite, a classe média era culpabilizada pelo tráfico a cada vez que acendia um cigarro de maconha, como não deixava de lembrar o capitão Nascimento. Aqui, o personagem do traficante é um membro da própria classe média, que começou a vender cocaína aos amigos para financiar o vício e depois se tornou traficante ele próprio, levando um vidão durante algum tempo e caindo em seguida.

Preso, passou o diabo e foi condenado a dois anos de custódia. Saiu e hoje é produtor musical. O filme, dirigido por Mauro Lima, é bem legal e, claro, mostra que “droga é uma roubada e o crime não compensa, etc.”. Ao mesmo tempo, não disfarça a simpatia pelo personagem. Enfim, vamos ver como o distinto público reage.

De certa forma, Meu Nome não é Johnny complementa a discussão sobre o tráfico de drogas aberto por Tropa de Elite, de José Padilha. Espero que as discussões de Meu Nome não É Johnny – se acontecerem – não caiam na truculência despertada por Tropa de Elite.

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