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Meu livro do ano: 2666

Luiz Zanin Oricchio

29 de dezembro de 2010 | 20h24

Não vejo livro mais importante neste ano que 2666, de Roberto Bolaño. É o grande lançamento do ano no setor de literatura estrangeira, mesmo porque significa o testamento de um escritor excepcional, morto prematuramente (em 2003, aos 50 anos de idade). Ler Bolaño é entrar numa fabulação sem fim, na qual história encadeia-se a história. As de 2666 estendem-se por 850 páginas na edição brasileira (Cia das Letras). O próprio autor havia determinado que esta obra póstuma fosse dividida em cinco volumes, mas a família decidiu lançá-la nesse único e compacto livro. Acertou. A obra é orgânica, encadeia-se e comenta-se a si mesma de maneira poderosa.

Lê-se Bolaño como sob hipnose.

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