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Mercedes Sosa

Luiz Zanin Oricchio

05 de outubro de 2009 | 09h09

Como não lembrar dela cantando Alfonsina y el Mar, Drume Negrita ou seu maior sucesso, Gracias a la Vida? Mercedes tinha voz e presença no palco. Na época das ditaduras, seus espetáculos eram celebrações. Depois veio a era yuppie e Mercedes (e tudo que representava) foi ridicularizada como pertencendo à geração do “poncho e conga”. Enfim, era parte das oscilações políticas e guerras ideológicas de gerações que se sucedem. Fiquei triste com a morte da “Passionária”. Ao mesmo tempo, vi, com alegria, que os jornais lhe dedicaram necrológios extensos e respeitosos, à altura da grande artista que ela foi. O tempo biológico de Mercedes pode ter passado. Mas o tempo (histórico) dos yuppies também já se foi. Há, se não me engano, relação entre uma coisa e outra.

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