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Mau começo do Paulistão

Luiz Zanin Oricchio

17 de janeiro de 2008 | 12h32

Para quem achava que o nível do Paulistão-2008 seria melhor, o jogo de abertura oficial, Portuguesa x Santos foi uma decepção. Fraquinho, fraquinho.

A Portuguesa teve méritos na vitória por 2 a 0. Entrou com a proposta de empate e beliscou uma vitória. Depois de fazer 1 a 0 numa cobrança de escanteio, trancou-se lá atrás e por lá ficou, apostando em contra-ataques. Mas era uma proposta de jogo, de um time modesto, porém bem organizado, com um ou outro jogador interessante, como o veterano Christian e o novato Diogo.

Já o Santos esteve assustador de tão ruim. Depois de perder Kléber por contusão, o seu meio campo tornou-se um deserto de idéias. Sim, porque o lateral-esquerdo caía sempre pelo meio e era o único que pensava por ali, criando alternativas de jogadas.

No mais, o que se viu foi um time confuso, sem padrão de jogo e tecnicamente fraco. A zaga piorou, quando muitos acreditavam isso não ser possível. Se não se reforçar, e com urgência, o Santos vai vegetar em posições intermediárias nos campeonatos que disputar. Ou coisa pior.

Vale dizer que o presidente Marcelo Teixeira se reelegeu (mais uma vez) com a promessa de continuidade do trabalho feito em 2007. A torcida já começou a chiar. Estive ontem no Morumbi e, na saída do ônibus do time, já se ouvia o coro clássico de “Queremos jogador”.

Ao meu lado, no estacionamento do Estádio do Morumbi, pude observar um Emerson Leão impávido e sereno. Aquilo não era com ele.

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