As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Marianas

Luiz Zanin Oricchio

10 de outubro de 2009 | 22h13

De repente, no meio da noite, sem aviso prévio, deu vontade de ouvir Edu Lobo. Consegui desenterrar um velho disco (e não tão velho CD), Cantiga de Longe, que ele gravou, em 1970 (!) nos Estados Unidos, junto com Hermeto Pascoal. Casa Forte é a primeira faixa, música instrumental,e vocal sem palavras, de arrebentar. A terceira é Mariana, Mariana (Edu e Ruy Guerra), que cantávamos e tocávamos até o dia clarear naqueles idos. Fez a cabeça e o coração de todos nós.

Um casal de amigos – Lina e Aurélio – teve uma filha e a chamaram Mariana em homenagem à música. Ou talvez na convicção de que música tão linda só poderia ser um bom presságio para a criança que nascia.

Muitos anos depois fiz amizade com outro cara incrível, o Mauro Dias, quando ele veio do Rio para trabalhar na sede do jornal. Um dia ele me contou que tinha uma filha chamada Mariana, também influenciado pela música.

Acho que várias Marianas andam aí, pelo mundo, talvez na ignorância de que devem seu belo nome a Edu Lobo e Ruy Guerra. Tenho certeza de que são boas pessoas. Ou, ao menos, têm a obrigação de ser.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: