Maixabel
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Maixabel

Luiz Zanin Oricchio

21 de fevereiro de 2022 | 18h33

Blanca Portillo (à esquerda)

NOTA

Maixabel (Blanca Portillo) é viúva de um homem assassinado pelo ETA. Onze anos depois do crime, ela tem a possibilidade de entrevistar-se com os homens que assassinaram seu marido. Pode ser um caminho – bastante áspero – para o entendimento e o perdão. 

Há certa recorrência desse tema. Haja vista a (ótima) série Pátria, na Netflix. Além da imensa ferida histórica da Guerra Civil Espanhola (presente em Madres Paralelas, de Pedro Almodóvar), há esta, a das vítimas do grupo Pátria Basca e Liberdade (ETA) em sua luta armada pela separação. 

Maixabel, dirigido por Iciar Bollaín, tem boa estrutura – em particular pela atuação de Blanca Portillo (venceu o Goya de melhor atriz). Alguns momentos poderiam parecer um tanto forçados, não fosse essa sobriedade na dor. 

Esses filmes são sintomas do esforço espanhol em fechar suas feridas. Virar a página da História não significa esquecê-las, mas superá-las no plano mais alto do diálogo. Nunca fizemos isso por aqui. 

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