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Mais dicas da mostra para hoje

Luiz Zanin Oricchio

23 de outubro de 2006 | 14h55

Amigos, seguem aí mais dicas para a mostra, do modo mais sintético possível, pois se me alongo muito não consigo ver os filmes.

Mary, de Abel Ferrara (Arteplex 1, 16h40). Estranha investigação de Ferrara, cineasta da pesada, sobre a vida de Maria. Não poderia haver tema mais inusitado para ele, não? Vale a pena, embora tenha gente que não suporte Ferrara.

Oscar Niemeyer, a Vida é Um Sopro, de Fabiano Maciel (Arteplex 3, 18h10). Belo documentário sobre o grande Oscar, que está se recuperando de cirurgia e é um jovem de quase 100 anos de idade. Grande brasileiro.

À Margem do Concreto, de Evaldo Mocarzel (Arteplex 3, 20h). Documentário sobre um tema urgente, as pessoas que lutam contra a falta de moradia nas grandes cidades. Um começo de arrepiar, com a ocupação de um prédio do centro.

Cartas do Saara, de Vittorio de Seta (Sala Cinemateca, 18h40). Filme de ficção do veterano documentarista De Seta, italiano de 83 anos. Mexe com um assunto urgente na Europa, a imigração de pessoas para os países ricos. No caso, um jovem senegalês que vai tentar a sorte na Itália.

Proibido Proibir, de Jorge Durán (Cinesesc, 18h30). Ficção do chileno radicado no Brasil, Durán sobre jovens que se deparam com a violência urbana. Caio Blat está maravilhoso como o jovem estudante de medicina que se envolve com a violência policial. Se tivesse apenas uma palavra para definir o filme, o chamaria de empolgante.

O Violino, de Francisco Vargas Quevedo (Cinesesc, 20h30). Este mexicano não dá para perder de jeito nenhum. Ganhou o Festival de Gramado e traz um personagem extraordinário, o violinista de uma mão só, Dom Plutarco, que também é linha auxiliar da guerrilha. Apaixonante.

O Guardião, de Rodrigo Moreno (Cinemark Santa Cruz, 19h). Outra ótima produção latino-americana, esta vinda da Argentina. Filme lacunar, feito de silêncios, mostra o cotidiano de um guarda-costas e sua relação com a pessoa que deve proteger. Belíssimo filme.

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